Opinião do Especialista

Opinião de Especialistas

As Artroplastias metal-metal vêm trazendo alguma controvérsia nos últimos 2 anos. Elas foram introduzidas no arsenal terapêutico há mais de 50 anos e devido a metalurgia e técnicas inadequadas como as de recobrimento (resurfacing) foram praticamente abandonadas, mas permaneceram em uso as próteses com cabeças menores.

No fim da década de 90 e início do presente século as próteses metal-metal foram redescobertas e reintroduzidas com nova roupagem.  Passaram a ser confeccionadas com muito maior rigor técnico (clearance, tamanho, polimento etc.) e realizadas com técnica cirúrgica mais racional e menos traumática. Os resultados iniciais pareceram excelentes (obviamente que se respeitando a conhecida 'curva de aprendizado').

No entanto, nos últimos 2 anos começou-se a perceber a ocorrência de determinadas complicações específicas como aumento na liberação de íons de metal e os temidos pseudotumores. O primeiro ponto já é sabido há bastante tempo e, inclusive, existe um trabalho de autores nórdicos (capitaneados pelo Visuri, CORR, 1996) demonstrando que apesar de haver depósito de metal em órgãos linfáticos, não havia risco de transformações malignas. Já a questão dos pseudotumores parece ser algo mais preocupante pois tal ocorrência pode levar à destruição local de tecidos, mas nada ainda que inviabilize o uso das próteses.

Portanto, é um tema que ainda merece um olhar atento e crítico.

Marcos Giordano.

 


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